segunda-feira, 14 de março de 2016

Visita à Delfos Antiga e Meteora



VISITA À DELFOS ANTIGA

Uma das dicas mais frequentes que lemos sobre a visita ao sítio arqueológico de Delfos é de chegar bem cedo ao local para evitar aglomerações e principalmente o sol escaldante. Acordamos cedo e logo no café da manhã no hotel já cruzamos com dezenas de jovens ingleses de uma excursão. Tomamos café bem rápido e saímos de carro para o passeio. O sítio arqueológico é bem próximo da cidade, mas pra quem já está de carro vale a pena utilizá-lo, pois o sol torna qualquer caminhada mais pesada!

Estacionamos bem em frente à entrada e compramos os ingressos de 9 euros por pessoa, que também dava direito à visita ao museu. Por volta de 8h30min já estávamos subindo o famoso caminho sagrado de Delfos. Realmente valeu a pena chegar cedo, pois o local estava relativamente vazio! 





A cidade sempre teve enorme importância na antiguidade clássica, principalmente no período dos séculos 8 a.C. e 2 a. C. Isso porque o Templo de Apolo abrigava o oráculo de Delfos, cujas profecias tinham uma grande influência entre os gregos. Muitas guerras começaram e terminaram graças às respostas da sacerdotisa de Apolo, conhecida como Pítia, que era procurada por cidadãos comuns, reis e cidades. As profecias da Pítia costumavam vir em forma de frases nem sempre inteligíveis imediatamente e isso acabava dando margem para diversas interpretações. Um exemplo: antes de iniciar uma guerra contra os Persas, o Rei Filipe da Macedônia, pai de Alexandre Magno, resolveu consultar o oráculo de Delfos sobre a sua empreitada e recebeu a seguinte resposta: “O touro está enfeitado com grinaldas, o sacrifício está pronto”. O Rei interpretou a profecia como favorável, imaginando que o Rei da Pérsia seria o touro a ser sacrificado. Contudo, pouco tempo depois, antes de chegar a iniciar a guerra, o próprio Rei Filipe foi assassinado por um de seus guarda-costas. No fim, ele mesmo era o touro que seria sacrificado!

Além de toda a importância histórica, a cidade de Delfos é belíssima e sua construção aos pés do monte Parnasso é impressionante. A visão que se tem enquanto subimos até o topo da cidade é incrível. As ruínas em si também são interessantes e muitas estão sendo restauradas.






No caminho, passamos pelo Tesouro dos Atenienses, pelo Templo de Apolo, por um anfiteatro e no topo da cidade vimos um estádio onde eram realizados os jogos pítios. Apesar de termos ido bem cedo, o sol já pesava sobre as nossas cabeças e a subida ficava ainda mais cansativa. Mas ficamos impressionados em ver alguns idosos entre os turistas que subiam!

Descemos pela mesma trilha da subida e seguimos para o Museu Arqueológico de Delfos. O edifício não é grande, mas o conjunto de obras torna o passeio imperdível! O Museu abriga uma boa parte dos objetos encontrados nas escavações arqueológicas em Delfos. Um dos itens interessantes do Museu é uma maquete de como seria a cidade de Delfos na antiguidade. A visita nos dá uma visão muito mais precisa de quão grandiosa já foi a cidade de Delfos. Algumas pessoas inclusive sugerem que primeiro o turista visite o Museu para depois percorrer as ruínas. Mas preferimos seguir a ordem inversa, até mesmo porque o ambiente climatizado do Museu foi um alívio após a subida nas ruínas! 




Maquete da cidade antiga de Delfos




Saindo do Museu, seguimos de carro até as ruínas do templo de Atena Pronaia, o monumento mais famoso da região, construído entre 380 e 360 a.C. É possível chegar à pé, pois fica a pouco mais de 800 metros do sítio arqueológico principal, mas a essa altura já estávamos bem cansados, então resolvemos ir de carro mesmo! 




Retornamos ao hotel, arrumamos nossas coisas e após o checkout passeamos um pouco na rua principal da cidade. A cidade tem poucas ruas em Almoçamos em um bom restaurante (32 euros para dois) e deixamos a cidade por volta de 13h55min, rumo ao nosso próximo destino!

Salada Grega com queijo feta! Delícia!
A distância de Delfos a Meteora era de 230km, mas como as estradas da região são muito sinuosas, a previsão de tempo de viagem era de 3h a 4h. No caminho cruzamos novamente com belíssimas paisagens, passamos pela cidade de Trikala (Τρίκαλα), que é capital da região onde fica Meteora. Após alguns quilômetros, finalmente pudemos visualizar no horizonte as incríveis montanhas da região. Estávamos nos aproximando das cidades de Kalambaka (Καλαμπάκα) e Kastraki (Καστρακί), onde se localiza o conjunto de montanhas e mosteiros conhecidos como Meteora.

METEORA
Chegamos ao nosso hotel por volta das 17h00min. O Hotel Doupiani House fica na vila de Kastraki (Καστρακί), que é praticamente um bairro de Kalampaka. O hotel nos impressionou pela boa estrutura, pela qualidade do quarto e do atendimento e principalmente pela incrível visão! É difícil descrever, mas para isso que servem as fotos! Deixamos rapidamente o hotel para tentarmos aproveitar a luz do dia visitando o local e também para tentarmos assistir ao pôr do sol de algum dos mirantes da região.


A vantagem do hotel em que ficamos é que ele fica exatamente ao lado da pista que leva aos mosteiros. Subimos de carro diretamente para o maior dos mosteiros da região, o Moni Megalou Meteorou (Μονή Μεγάλου Μετεώρου). Pelo horário nós já sabíamos que não poderíamos entrar, mas aproveitamos para tirar algumas fotos da parte externa do mosteiro. Uma dica: vale a pena consultar antes o horário de funcionamento dos mosteiros na época da viagem, pois isso varia no verão e no inverno, e normalmente um dos mosteiros está fechado em cada dia da semana. De forma geral, no verão o funcionamento é de 9h às 18h.



Bem ao lado fica o mosteiro Varlaam e também um dos incríveis mirantes da região. Ficamos realmente impressionados com a belíssima visão a partir do mirante. É possível ver a maior parte das montanhas e dos mosteiros. 


Matheus na Pedra encima. Fiquei na estrada pra tirar a foto! :-)
Agora foto com zoom no mesmo lugar.

   Inicialmente ficamos com um certo frio na barriga em caminhar pelo mirante, já que se trata literalmente do topo de uma montanha com pedras bem lisas e que beiram um precipício, isso sem falar do vento fortíssimo. Mas aos poucos fomos nos soltando, mas não muito, pois o risco de queda é real! Tiramos muitas fotos e seguimos para mais alguns outros mirantes. Por volta de 20h50min assistimos ao espetacular pôr do sol do alto de um dos mirantes. Não havíamos planejado isso e foi uma experiência ímpar, muito marcante!



Completando 10 anos de casamento nessa viagem! Esse pôr do sol foi perfeito!

Ao anoitecer fomos jantar no centro de Kalambaka. A cidade é pequena, mas essa região central oferece bastante opções de lanches e refeições para turistas. Comemos pizza na Pizzaria Pizzaland (€20). Retornamos ao hotel por volta de 23h00.

        No próximo post contamos como foi nosso dia em Meteora visitando os mosteiros e logo depois seguindo para Atenas! :-)

        Nosso roteiro completo dessa viagem de 2014 pode ser visualizado nesse post.
         Instagram: @anamais3 

domingo, 23 de novembro de 2014

Dia 09/07/14 – Nafplio – Micenas - Delfos


Passeando em Nafplio
Depois de um primeiro dia bem corrido tivemos que acordar relativamente cedo pois o nosso segundo dia na Grécia também seria bem longo e cheio de atividades! O plano seria passear pela manhã em Nafplio e após o check-out passar por Micenas e dormir em Delfos! Tomamos café no nosso hotel, no restaurante que fica no térreo. O café da manhã na Pensão Omorfi Poli (όμορφη πολύ) é pago à parte (6 euros por pessoa), mas vale muito à pena, pois as porções são bem fartas, tudo de boa qualidade e o ambiente é muito agradável.


 Varanda do quarto na Pensão Omorfi Poli.


 Sala de estar e porta do nosso quarto na Pensão.


  Varanda do quarto na Pensão Omorfi Poli.

 Varanda do quarto na Pensão Omorfi Poli.

Café da manhã na Pensão Omofi Poli.



Café da manhã na Pensão Omofi Poli.

Em Nafplio existem vários passeios interessantes, mas por falta de tempo tivemos que escolher apenas um passeio principal. Decidimos subir até o Palamidi (ingresso: 4 euros por pessoa), uma fortaleza construída pelos venezianos por volta de 1711 no alto de um monte. A subida pode ser feita por uma escada que dizem ter mil degraus (não sei se chega a tudo isso, mas a sensação de quem sobe deve ser essa!) ou de carro (nossa opção), sendo que neste caso você estaciona em frente à entrada da fortaleza. Realmente a fortaleza é belíssima, pois foi construída de forma a aproveitar as irregularidades do terreno e parece se integrar bem com a paisagem. Além disso, a vista do alto da fortaleza é impressionante, pois dá pra ver a cidade inteira e o mar. O local já foi cenário de diversos acontecimentos históricos importantes para a história da Grécia. Vimos várias famílias gregas visitando o monumento e elas pareciam bem empolgadas sobre os detalhes de cada parte da fortaleza. Um dos pontos mais visitados é uma minúscula cela, uma espécie de solitária, onde o herói da independência grega, o General Theodoros Kolokotronis (Θεόδωρος Κολοκοτρώνης), permaneceu preso por 11 meses. É um passeio não recomendado para claustrofóbicos, pois a cela realmente é minúscula e não dá pra imaginar alguém tanto tempo preso naquele lugar!


Fortaleza Palamidi vista da varanda do nosso quarto.


 Fortaleza Palamidi vista do estacionamento público onde estava nosso carro.

Estacionamento público de Nafplio, ao lado do centro histórico e das docas.

 Visão de Nafplio do alto da fortaleza Palamidi.

 Golfo de Nafplio visto do alto da fortaleza Palamidi.


Fortaleza Palamidi.

Fortaleza Palamidi.


Fortaleza Palamidi.

Fortaleza Palamidi.

 Visão de Nafplio do alto da fortaleza Palamidi.

 Fortaleza Palamidi.

  Ruínas da Fortaleza Palamidi.

 Fortaleza Palamidi.
 Fortaleza Palamidi.


  Fortaleza Palamidi.

  Fortaleza Palamidi.

 Antigas celas da prisão localizada na Fortaleza Palamidi.

Visão panorâmica da Fortaleza Palamidi e da cidade de Nafplio.



Vídeo que fizemos na Cela onde ficou preso o General Theodoros Kolokotronis na Fortaleza Palamidi.

Depois de andarmos por alguns minutos pela fortaleza, que ocupa uma área bem grande do monte, com o sol castigando nossas cabeças, chegamos à conclusão de que subir à pé ao Palamidi não deve ser uma boa ideia! Lá do alto pudemos ver uma praia lotada, com águas bem cristalinas e calmas. Era a praia de Arvanitias  (Αρβανιτιάς). Nossa vontade era de estender o passeio até lá, mas infelizmente não seria possível!


Praia de Arvanitias vista da Fortaleza Palamidi. 


 Águas cristalinas da Praia de Arvanitias vistas da Fortaleza Palamidi. 

 Praia de Arvanitias e golfo de Nafplio vistos da Fortaleza Palamidi. 

 Praia de Arvanitias e golfo de Nafplio vistos da Fortaleza Palamidi. A pequena ilha que fica ao fundo, no meio da baía é um castelo veneziano construído em 1473 para proteger a cidade dos piratas e invasores. Infelizmente não pudemos conhecê-lo.

Retornamos rapidamente para o hotel, pois ainda tínhamos que arrumar as coisas, tomar banho e fazer o check-out às 12h00min. No caminho ainda tivemos tempo de passar em uma loja no centro de Nafplio onde compramos algumas lembranças e sofremos bullying da vendedora depois de ela saber que éramos brasileiros. Na verdade não foi bem um bullying, mas ela ficou nos questionando o que havia acontecido e torcendo o nariz para os alemães! Essa foi a primeira de muitas vezes em que ouvimos a mesma coisa! Deixamos Nafplio com a sensação de que ainda tínhamos muito a conhecer! A cidade é muito agradável e tem um clima bem especial! Quem sabe em uma próxima vez...


 Rua do nosso hotel no centro histórico de Nafplio.


Despedida do nosso hotel em Nafplio.

Passeio em Micenas
Na chegada a Micenas (Μυκήνες), que fica a 32km de Nafplio, aproveitamos um quiosque do Correio para mandarmos cartões postais para as crianças. Entramos no sítio arqueológico de Micenas (6 euros por pessoa) e fomos direto para o museu. O local é bem novo, com ótima infraestrutura e um ar condicionado providencial naquela hora do dia! O museu é interessante, mas as peças mais valiosas encontradas em Micenas, como a máscara de Agamenon, não estão ali, mas no Museu Arqueológico de Atenas. Mas o passeio ao museu vale a pena!


 Objetos encontrados nas escavações em Micenas.


 Vaso encontrado na cidade antiga de Micenas.


Plantações de Oliveiras vistas de dentro do Museu Arqueológico de Micenas.

Maquete das ruínas da cidade de Micenas.

Tomamos coragem e seguimos rumo às ruínas da cidadela de Micenas. A cidade foi construída em cima de um monte, ladeada por dois outros grandes montes. A entrada do local é a famosa Porta dos Leões, que já mostra o grau de evolução daquela sociedade, pois toda a estrutura foi construída com pedras gigantescas e muito pesadas, utilizando princípios de engenharia que até hoje intrigam os estudiosos, isso no século 2 a.C.! Na verdade, a civilização micênica foi uma das mais importantes da história grega e dominou toda a região no período de 1600 a 1100 a.C. A cidade teria sido fundada por Perseu, famoso na mitologia por ter arrancado a cabeça da Medusa. Uma das histórias mais conhecidas envolvendo a cidade de Micenas é a da Guerra de Tróia. Em resumo, o Rei de Micenas, Agamenon, liderou um exército grego contra a cidade de Tróia, para resgatar Helena, esposa do seu irmão Menelau, que havia sido “sequestrada” por Páris. O interessante é que essa e outras histórias sempre foram vistas como lendas, até que arqueólogos começaram a encontrar vestígios históricos que indicavam que aqueles personagens realmente existiram.


 Entrada principal da cidadela de Micenas: A Porta dos Leões.

  Entrada principal da cidadela de Micenas: A Porta dos Leões.

Um dos complexos de túmulos, onde foram encontrados vestígios de tumbas de vários reis.


Subida na cidade de Micenas. 


 Montanhas que circundam a cidade de Micenas.


Vista panorâmica do topo da cidade de Micenas.

Reconstrução de que como seria a cidade de Micenas. A Porta dos Leões fica na parte de baixo e logo à direita fica o complexo de túmulos reais.

Subindo pelas ruas de Micenas dá pra imaginar a grandiosidade da cidade que um dia existiu ali. À medida que subimos pelas ruas da antiga cidade, temos uma bela visão da planície da Argólida que cobre quase 180 graus à frente e é em boa parte coberta de oliveiras e na parte lateral e traseira a cidade é protegida por dois grandes montes. No topo do monte é possível conhecer as ruínas do que seria o palácio real, com grandes salões e a sala do trono. Avançando para a parte de trás da cidade, ainda é possível ver um poço cheio de água e uma cisterna que possui uma escadaria até o subsolo. Para os mais corajosos, é possível descer na cisterna totalmente escura. É uma experiência bem interessante.


Bela paisagem da cidade de Micenas. 


 Topo da cidade de Micenas. Neste local ficava o palácio real (Megaron).

Reconstrução de como seria o palácio real (Megaron).


 Vista da cidade de Micenas.


  Vista da cidade de Micenas.

  Vista da cidade de Micenas.

 Descida da cisterna de Micenas. O local é totalmente escuro, na foto usamos a lanterna do celular!

Uma das portas laterais de entrada da cidade. Detalhe para o tamanho das pedras utilizadas na construção!



 Vídeo que fizemos na descida da cisterna de Micenas!

Saímos do sítio arqueológico de Micenas e fomos conhecer o Tesouro de Atreu, que fica bem próximo da antiga cidade. Trata-se de um antigo túmulo do Rei Atreu, pai do Rei Agamenon (aquele que liderou os gregos na guerra de Tróia). A estrutura interna do túmulo é impressionante. Os achados arqueológicos do túmulo se encontram na sua maior parte no Museu Arqueológico de Atenas. Uma curiosidade para nós brasileiros: em outubro de 1876 o Imperador Dom Pedro II do Brasil, conhecido pela sua erudição e interesse em história, visitou as escavações que eram realizadas em Micenas pelo Arqueólogo Heinrich Schliemann. O arqueólogo passeou com o Imperador por todas as ruínas e ao final realizaram uma refeição dentro do Tesouro de Atreu.


Tesouro de Atreu (Túmulo do Rei Atreu).


  Entrada do Túmulo.


Interior do Tesouro de Atreu.

Imagem que mostra como é a estrutura interna e externa do Tesouro de Atreu.

Falando em refeição, já havia passado e muito a hora de nosso almoço (já era mais de 15h), então seguimos diretamente para uma rua principal que fica bem na entrada de Micenas, formada basicamente de restaurantes e lojinhas de lembranças. Paramos no restaurante Elektra e pedimos nossa primeira refeição tipicamente grega: Souvlaki (σουβλακι - espetinho de carne de porco ou frango) com batatas fritas, pão pita e Tzatziki (Τζατζίκι), uma espécie de molho de alho com iogurte. O lugar era simples, mas a comida era ótima e barata (8 euros por pessoa). Nos restaurantes da Grécia é costume deixar uma média de 10% do valor da conta como gorjeta.




Nossa primeira refeição típica grega. À esquerda o molho Tzatziki, no meio o pão pita e à esquerda o espertinho de Souvlaki de frango com batatas.



Rumo a Delfos

Seguimos viagem rumo a Delfos (Δελφοί), que fica a 237 km de Micenas (2 pedágios: 2,50 e 1,80 euros). A distância é pequena, mas as estradas da Grécia são muito sinuosas e a maior parte do percurso é pelas montanhas, de forma que a viagem durou um pouco mais de 3 horas. Antes de viajar, li muitos relatos assustadores sobre o trânsito da Grécia e o risco de se dirigir nas estradas. Diziam que os motoristas são loucos e que a Grécia é a recordista europeia de acidentes de trânsito. Mas confesso que achei as estradas relativamente tranquilas. É claro que víamos muitos motoristas mais apressados e ousados, mas nada de diferente do que vemos no Brasil. Na verdade, achei até os motoristas bem educados. Enfim, para quem dirige no Brasil, principalmente nas estradas e nas grandes cidades, não há o que temer nas estradas gregas!


Nosso percurso de cerca de 237 km entre Micenas e Delfos.


Falando em estradas, essa parte da viagem é cansativa, mas gratificante! As paisagens que beiram as rodovias são belíssimas! Passamos por planícies, plantações, pequenas cidades e ao nos aproximarmos de Delfos, dirigimos por estradas que passam no meio das montanhas. Um visual incrível! A cidade de Arachova, que fica um pouco antes de Delfos, é impressionante, pois as casas são construídas na beira da montanha.


 Estradas gregas: bem conservadas e cheias de pedágios!


 Nós na estrada!

Finalmente chegamos a Delfos e fomos direto para o hotel que já havíamos reservado pelo Booking, o Acropole Delphi Hotel (65 euros). O hotel fica uma rua abaixo da principal e é voltado para um belíssimo vale. Da nossa janela era possível ver as montanhas e o Golfo de Corinto. O hotel é muito bom e o quarto é bastante confortável. Como chegamos relativamente cedo, fomos caminhar um pouco antes do pôr do sol. A cidade é muito pequena e é toda construída aos pés do monte Parnasso. O clima era de cidade pequena, do interior, e apesar de ser uma rota turística famosa, não parecia muito cheia.

Fachada do Hotel Acropole Delphi.

Quarto do nosso hotel em Delfos. 


 Quarto do nosso hotel em Delfos. 

Vista da varanda do quarto do nosso hotel em Delfos. 

 Vista da varanda do quarto do Hotel Acropole Delphi. Lá no fundo fica o Golfo de Corinto.

Visão panorâmica da janela do nosso quarto.

 Centro da cidade de Delfos.

 A cidade de Delfos fica literalmente em uma montanha, então para se deslocar de uma rua para outra temos que subir e descer escadarias!

Mais tarde saímos para jantar na Taverna Gargadouas, recomendada pelo guia Lonely Planet. O lugar é simples, com mesas internas e externas. Experimentamos pela primeira vez um outro famoso prato grego, o Moussaka (μουσακάς), uma espécie de torta de carne com berinjela (23 euros para 2 pessoas, com bebidas, pão pita e salada grega inclusos). Voltamos ao hotel para tentarmos descansar para a maratona do dia seguinte!


Jantar na Taverna Gargadouas. Prato principal: Moussaka!


Para ver nosso roteiro dessa viagem que durou 23 dias clique aqui.
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