sábado, 27 de setembro de 2014

Corinto Antiga - Epidauro - Nafplio



Dia 08/07 – Chegada à Grécia

Chegada ao Aeroporto de Atenas
Chegamos ao Aeroporto Internacional de Atenas (Eleftherios Venizelos) por volta das 12h30min. O aeroporto, inaugurado em 2001 visando atender aos turistas por ocasião das Olimpíadas de 2004, é grande e bem estruturado. Saímos do avião e nos encaminhamos para o setor de imigração. Foi emocionante ler as placas em grego/inglês sinalizando os locais no aeroporto! Pode parecer besteira, mas de certa forma aqueles caracteres já demonstravam que estávamos finalmente realizando um sonho! A fila da imigração estava relativamente pequena, mas logo que chegamos ela cresceu muito atrás de nós! A dica é apertar o passo logo que sair do avião, pois havendo coincidência na chegada de voos internacionais a fila será bem demorada. Passamos pela alfândega sem problemas e sem nenhuma pergunta do funcionário.

 Placas no Aeroporto Internacional de Atenas

A área de retirada de bagagens é bem grande e logo identificamos a esteira que traria as malas do nosso voo. Esse é um dos momentos mais tensos da viagem, pois sempre existe o risco de a bagagem não chegar ou a mala chegar destruída ou violada. Tomamos o cuidado de identificar a mala com etiquetas personalizadas e uma faixa colorida que servia como trava. Também utilizamos cadeados que prendiam o zíper à alça da mala. Mas sabemos que tudo isso não é suficiente para evitar alguma violação, então o recurso final é orar até receber a mala! No nosso caso o medo era ainda maior, pois despachamos as malas em São Paulo e só iríamos retirar em Atenas, sendo que fizemos escala em Doha. Mas graças a Deus as nossas malas chegaram! É importante conferir a integridade da bagagem ainda na sala de desembarque, pois a maior parte das companhias aéreas não se responsabiliza por danos que não forem notificados imediatamente. Não tivemos problemas com as malas e finalmente saímos para o saguão do aeroporto.

Aluguel de Carro
Como o nosso itinerário envolvia diversas cidades do Peloponeso e da região central da Grécia, optamos por alugar um carro diretamente no aeroporto para ser devolvido depois de 3 dias em Atenas. Antes da viagem pesquisamos bastante sobre a melhor forma de aluguel de carros na Grécia e decidimos por reservar um veículo com antecedência no site Rental Cars, que faz uma cotação de preços em todas as companhias e oferece ótimos descontos. Optei por reservar o carro na Hertz, que é uma empresa mais conhecida e cujos veículos ficam estacionados em frente ao aeroporto. É possível encontrar preços melhores, mas normalmente em companhias menos conhecidas e cujos estacionamentos ficam fora da área do aeroporto. Paguei U$ 356,65 por 4 dias de aluguel de um Volkswagen Polo com ar condicionado, câmbio manual e seguros básicos. Além disso, o site permite que se contrate um reembolso de franquia em caso de danos. Assim, caso aconteça algum dano ao veículo, você paga a franquia para a Empresa e o site Rental Cars reembolsa o valor pago.

Localizamos rapidamente o guichê da Hertz, mas tivemos que esperar alguns minutos pois havia poucos funcionários atendendo. No balcão apresentei meus documentos (cartão de crédito, passaporte e permissão internacional para dirigir) e o voucher da reserva do site. Após alguns minutos o funcionário me passou a chave e a documentação do carro e indicou o local onde deveríamos retirá-lo. Em relação à documentação, optei por fazer a permissão internacional para dirigir, já que a carteira de habilitação do Brasil não é válida na Grécia. Antes de tomar essa decisão pesquisei muito e vi opiniões diversas sobre o assunto. Muitos já dirigiram na Grécia sem o documento internacional e não tiveram problemas, mas normalmente não chegaram a sr parados por policiais ou não se envolveram em acidentes. Na dúvida, preferi emitir a carteira. Aqui no Distrito Federal a emissão é simples, pode ser feita pela internet. A taxa é absurda: R$ 200,00!! É mais caro do que emitir um passaporte! Depois do assalto de pagar a taxa e preencher o formulário no site, basta ir à agência do Detran e retirar o documento.

Já com a chave do carro em mãos, fomos rapidamente ao banheiro e trocamos de roupa, já que ainda estávamos com as roupas que saímos de Brasília em 06/07! Finalmente descobri o motivo da existência dos desodorantes 48 horas de proteção! Colocamos roupas mais leves (shorts e camisetas), já que ainda enfrentaríamos um dia inteiro de viagem por diversas cidades e estava muito quente. Chegamos ao estacionamento e tivemos sorte que as nossas duas malas couberam exatamente no porta malas do Polo! Esse é um detalhe importante, pois os carros “minis”, que costumam ser os mais baratos para aluguel, não comportam 2 malas no bagageiro e não é uma boa ideia viajar por muito tempo com malas no banco de trás, pois ficam muito expostas e vulneráveis a furtos.

 Saindo do Aeroporto no nosso carro alugado

Saída do aeroporto rumo a Corinto Antiga
Deixamos o aeroporto rumo ao nosso primeiro destino: a cidade de Corinto Antiga (Αρχαία Κόρινθος). Antes da viagem, instalei o aplicativo Sygic Europa no iPhone e salvei todos os nossos destinos e roteiros. O aplicativo não decepcionou, funcionou muito bem em todos os lugares! Como o GPS gasta muita bateria, levei meu próprio carregador veicular para manter o iPhone ligado durante todo o percurso. As rodovias gregas são muito boas, novas e bem sinalizadas, mas essa qualidade tem seu preço: pedágios! Do aeroporto até a cidade de Corinto Antiga são aproximadamente 117km, cerca de 1h10min de viagem e 3 pedágios, cada um custando em média 2 euros. No caminho, a rodovia (Attiki Odos/ Αττική Οδός) passa por fora da cidade de Atenas e segue em direção à península do Peloponeso beirando o litoral. 

Mapa mostrando a região pela qual andamos (Fonte).

 Ótimas estradas, bem sinalizadas (e cheias de pedágios!).

Canal de Corinto
Um dos pontos mais marcantes no trajeto é o famoso canal de Corinto, que possui 6,4 km e liga o Mar Egeu ao Golfo de Corinto. O canal que existe hoje foi construído entre 1881 e 1893, mas desde o século 7 a.C. já havia a ideia de construir uma passagem no lugar. Naquela época havia portos em cada lado do istmo de Corinto e foi desenvolvido um sistema de travessia por terra de mercadorias e pequenas embarcações chamado “Diolkos”, que consistia em uma estrada formada por seixos e trilhos sob os quais os barcos eram puxados. Mas a tentativa que quase funcionou foi a do Imperador Romano Nero, que no ano de 67 d.C. inaugurou pessoalmente a obra de escavação do canal e chegou a avançar um bom trecho, contudo, algum tempo depois o Imperador morreu e o projeto foi abortado. O canal que existe hoje segue exatamente o mesmo trajeto daquele planejado pelo Imperador Nero. Não chegamos a parar no canal de Corinto, apenas passamos por cima dele pela rodovia, mas já foi suficiente para se ter uma visão geral do lugar.

Idioma Grego
Paramos para almoçar em um restaurante estilo fast food (Goody’s) e fizemos nossa primeira refeição na Grécia. Comemos duas macarronadas com refrigerantes (12,50 euros). Também foi a primeira oportunidade para exercitar a língua grega! Desde que decidimos planejar a viagem, comecei a estudar o idioma para pelo menos ter uma noção básica do alfabeto, números, palavras básicas e diálogos simples. Encontrei um site muito bom que oferece cursos de Grego com apostilas, áudio e vídeo. Durante meses ouvi as aulas no carro e acabei aprendendo um pouco o idioma. Acho importante que os viajantes tenham uma certa familiaridade com os caracteres gregos, pois isso ajuda na identificação de placas, cardápios, etc, principalmente para quem pretende viajar de carro pelo interior do país ou por determinadas ilhas, pois chegamos a passar por diversos locais em que as placas indicativas eram escritas apenas em grego. Também buscamos aprender em grego os nomes das cidades que visitaríamos, para nos familiarizarmos com as placas. Além disso, os gregos gostam muito quando você pelo menos tenta se comunicar na língua deles, pois mais do que ninguém eles sabem que o idioma não é nada fácil para quem está acostumado com os caracteres ocidentais! Na verdade, alguns caracteres gregos não são totalmente estranhos para nós, já que utilizamos muitos deles quando estudamos matemática e física, como alfa (α), beta (β), gama (γ), delta (Δ), etc. Também existem muitas palavras e prefixos em português que têm origem no idioma grego, o que facilita o aprendizado. Pra quem não quiser estudar muito, vale a pena aprender as palavras básicas, como:

Olá/tchau (Iásas/ Για σας)
Adeus (adio/ Ανδιο)
Obrigado (efharistó/ ευχαριστώ)
De nada/por favor (parakaló/παρακαλώ)
Com licença/me desculpe (signomi/ Συγγνώμη)
Bom dia (Kaliméra/Kαλημέρα)
Boa tarde/Boa noite (Kalispéra/Kαλησπέρα)
Boa noite – despedida (Kalovradi/Καλὸ βραδι)
A conta, por favor – (to logariasmo, parakalo/Το λογαριασμό παρακαλώ)

Eu e a Ana Paula “esbanjamos” o idioma e tentávamos falar sempre que possível. Pedíamos a conta nos restaurantes, agradecíamos e nos despedíamos em grego! Sempre que falávamos os gregos riam e gostavam muito de ouvir um estrangeiro falando a língua deles! Em alguns lugares chegaram a dizer que nossa pronúncia era parecida com a deles, talvez porque o português não tem um sotaque forte, o que facilita na hora de falar o grego (ou talvez só quisessem nos agradar mesmo!).
 Parada na estrada para almoçar.

 Primeira refeição na Grécia.

Μακαρόνια Μπολονέζ

Corinto Antiga
A antiga cidade de Corinto (Αρχαία Κόρινθος) fica a poucos quilômetros da Corinto moderna (Κόρινθος). É importante saber diferenciar as duas, pois um viajante desavisado pode ir parar em Corinto, achando que se trata da Corinto antiga, que fica do outro lado da rodovia. Chegamos à cidade e estacionamos próximo ao centro. Caminhamos até o sítio arqueológico da cidade, uma grande área cercada no centro de Corinto, onde estão as ruínas do que um dia foi o fórum da cidade, desde os tempos gregos antigos e posteriormente no período romano.

Templo de Apolo em Corinto Antiga.



 Templo de Apolo em Corinto Antiga.

O ingresso do sítio arqueológico custa 6 euros por pessoa e inclui a entrada em um pequeno museu que existe no local e que abriga alguns dos objetos encontrados na região. A visita ao museu é bem rápida, mas interessante, além de servir como descanso em um dia ensolarado. Depois do museu fomos andar pelas ruínas e conhecer o Templo de Apolo, o monumento mais famoso e bem conservado do lugar. O templo foi construído por volta de 540 a.C. e é o edifício remanescente mais antigo da cidade. Caminhamos pelas ruínas onde antes havia templos, tribunais, fontes, teatros, etc, e apesar de poucos edifícios ainda permanecerem de pé, a grandiosidade do lugar impressiona. E é impossível visitar a cidade e não se lembrar do Apóstolo Paulo, que morou 1 ano e meio na cidade e trabalhou como construtor de tendas, além de pregar o Evangelho para os seus moradores.

 Museu de Corinto Antiga.

  Museu de Corinto Antiga.

  Museu de Corinto Antiga.

Templo de Apolo e Golfo de Corinto ao fundo.



Sítio Arqueológico de Corinto.
 Antigo teatro da cidade.


 Ruínas do Forum no centro de Corinto Antiga.

Do sítio arqueológico é possível enxergar um monte que abriga a cidade de Acrocorinto. Infelizmente nós não tivemos tempo de subir para visitar o local, mas é um passeio tentador, pois o topo do monte é habitado há séculos e abriga muitas ruínas de vários períodos históricos. Em Acrocorinto ficava o Templo de Afrodite (deusa do amor), um centro de prostituição religiosa, e dizia-se na antiguidade que 1000 prostitutas atuavam no local.

 Apontando para Acrocorinto.

 Templo de Apolo e Acrocorinto ao fundo.

Saímos da cidade apressados, pois nossa ideia era, ainda no mesmo dia, visitar a cidade antiga de Epidauro e depois ir para Nafplio, onde passaríamos a noite. O passeio na Corinto Antiga foi rápido, mas muito interessante. Concluímos que é um passeio imperdível, não só pelas ruínas do lugar, mas por toda a história cristã e secular que envolve a cidade.

Rumo a Epidauro
Seguimos na estrada rumo a Epidauro (Ἐπίδαυρος), que fica cerca de 70km ao sul, na região conhecida como Argólida. Apesar de o GPS indicar como opção de caminho mais curto a estrada que beirava o litoral, preferimos seguir pelo interior, pela estrada que passava perto de Micenas e Nafplio. Isso porque li alguns relatos de viajantes dizendo que a estrada do interior é mais rápida, apesar de um pouco mais longa, pois a do litoral tem muitas curvas e montanhas. E realmente chegamos bem rápido a Epidauro, não sem antes passar por um pedágio (2,50 euros). Saímos de Corinto 17h10min e chegamos a Epidauro às 18h20min. Um detalhe importante é que hoje em dia existem 3 cidades conhecidas como Epidauro: Nea Epidavros, Palea Epidavros e Epidavros, sendo que é nesta última que ficam as ruínas arqueológicas mais famosas. Na dúvida vale a pena fixar bem no mapa a localização do teatro!

 Teatro de Epidauro.

Chegamos ao sítio arqueológico bem no final do dia, mas uma das vantagens de visitar a Grécia no verão é que só anoitece por volta de 21h00! Então é possível aproveitar muito bem o dia e os pontos turísticos normalmente fecham mais tarde nesse período do ano. A entrada em Epidauro custou 6 euros por pessoa e inclui a visita ao teatro, a um museu e às ruínas da cidade (templo de esculápio, stadium, etc). 
Teatro de Epidauro.

Nós já esperávamos um ótimo passeio pelas fotos que havíamos visto, mas o teatro conseguiu superar nossas expectativas. O lugar é incrível! É impressionante que um teatro construído em 330 a.C. possa estar tão bem conservado! A capacidade era de mais de 13 mil espectadores, bem grande até para os dias de hoje, e a acústica é uma atração à parte. Todos os visitantes gostam de testar esse aspecto do teatro, pois até hoje é possível testemunhar que lá da última fileira no alto do teatro o espectador consegue ouvir o que as pessoas falam lá do palco. Por fim, a visão que se tem lá do alto do teatro é de tirar o fôlego, são vales e montanhas cobertas de Oliveiras por todo o lado. Realmente a visita a Epidauro é imperdível e obrigatória para quem visita a Grécia! Vale a pena sair de Atenas em um dia só pra conhecer o lugar!






Depois do teatro passeamos pelo restante do sítio arqueológico. Pulamos o museu por falta de tempo, mas conseguimos caminhar por toda a área da antiga cidade. São pouquíssimas ruínas ainda em pé, mas é interessante ver que está sendo realizado um trabalho intenso de restauração do local. Por todos os lados é possível ver máquinas e equipamentos de arqueólogos e trabalhadores com a missão de reerguer algumas das ruínas. Com certeza daqui a alguns anos esta área ficará ainda melhor de se visitar.

Uma das milhares de oliveiras que encontramos pela Grécia!

 Ruínas do Templo de Esculápio em Epidauro.
 Estádio (dá pra ver as obras de restauração à direita).

Durante a caminhada começamos a sentir os efeitos da maratona até ali. Afinal de contas, nós não havíamos parado desde a saída de Brasília no dia 06/07 e já era o final do dia 08/07, ou seja, mais de 48 horas de atividades. Isso sem contar que a Grécia estava com 6 horas a mais que o Brasil, o que certamente bagunçou nosso fuso horário! Estávamos bem cansados e fomos embora para Nafplio.

Chegada à Nafplio
A cidade de Nafplio (Ναύπλιο), também conhecida por Nauplio ou Nauplia, fica próxima do sítio arqueológico de Epidauro, cerca de 30 km, então chegamos rapidamente àquela cidade. Para dormir em Nafplio, escolhemos um hotel simples, bem localizado e com boas avaliações pelo Booking.com, a Pensão Omorfi Poli (όμορφη πολύ). O hotel ficava no centro histórico de Nafplio, região próxima ao mar em que não é permitida a circulação de carros, então tivemos que deixar nosso carro em um amplo estacionamento que fica na orla e caminhamos poucos metros até o hotel. Chegando lá fomos muito bem recepcionados pela equipe, que nos conduziu até o quarto, bem amplo e confortável. O quarto tinha uma cama de casal e era tão grande que tinha um mezanino com uma cama de solteiro. Além disso, havia uma pequena varanda voltada para a rua do belo centro da cidade. O único ponto negativo era o tamanho do banheiro, especialmente do box do chuveiro, mas depois fomos descobrir que quase todos os hotéis em que ficamos tinham o mesmo problema! Mas nada que comprometa a estadia no lugar.

 Quarto da Pensão Omorfi Poli, onde ficamos hospedados.

 Fachada da Pensão Omorfi Poli.

 Caminhada pelas ruas do centro histórico de Nafplio.

Após um banho renovador das nossas forças, descemos para o restaurante que funciona no térreo do hotel. O gerente já havia nos informado que montaria um telão ao lado para transmitir o jogo Brasil x Alemanha, uma das semifinais da copa do mundo. E lá fomos nós assistir à fatídica partida, com camisa do Brasil e tudo mais! Nem preciso detalhar a tragédia que foi o jogo! Os gregos em sua maioria estavam torcendo pelo Brasil, pois odeiam alemães, mas demos o azar de ter no restaurante um alemão que vibrava a cada gol. No primeiro tempo fomos ficando desesperados e já nos preparamos para fugir durante o intervalo! Quando o juiz apitou o fim do primeiro tempo pagamos a conta (sanduíches e batatas por 15 euros) e saímos rapidamente do lugar! Fomos caminhar desolados pelas ruas do centro e o pior é que em todos os bares e restaurantes havia televisores e telões transmitindo o jogo e de vez em quando alguém me via com a camisa do Brasil e lamentava.

Alegria antes do início da partida!



Torcida alemã só comemorando!


 Fuga estratégica no intervalo do primeiro tempo!


Caminhamos até uma famosa sorveteria italiana (Antica Gelateria di Roma) e fomos muito bem recebidos pelo dono, um italiano típico, que ficou falando dos sorvetes e lamentando pelo jogo quando me viu com a camisa amarela. Os sorvetes realmente eram ótimos, lugar muito bem recomendado e não muito caro (9 euros – 2 sorvetes). No caminho de volta ao hotel íamos acompanhando o resultado do jogo e imaginando como as coisas estavam no Brasil. Fomos dormir agitados pela correria dos últimos dias e pelo resultado triste do jogo que tirou o Brasil da copa. A camisa da seleção brasileira foi para o fundo da mala e só voltou a ver a luz do dia algumas semanas depois! E assim encerramos nosso primeiro dia na Grécia!

 Caminhada por Nafplio após a derrota da seleção...

 Ruas do centro histórico de Nafplio.

O roteiro da nossa viagem completa pode ser visto nesse post.
Para nos seguir no Instagram: @anamais3

sábado, 20 de setembro de 2014

Trajeto Brasília - Atenas com Qatar Airways



DIAS 06/07/14 E  07/07/14

INÍCIO DE TUDO: TRAJETO BRASÍLIA - GUARULHOS

Aeroportos de Brasília – Curitiba - Guarulhos
Nossa viagem começou no dia 06/07/14 (nosso roteiro de viagem nesse post) no aeroporto internacional de Brasília e a primeira atração que pudemos conhecer foi o novo terminal de passageiros, concluído a tempo para a Copa do Mundo. O terminal é de altíssimo nível, com esteiras rolantes, amplas áreas de embarque, cadeiras confortáveis e diversas opções de refeição. Nosso voo deixou a cidade às 17:10 com destino a Curitiba, onde fizemos uma escala no (péssimo) aeroporto da cidade. Finalmente chegamos a Guarulhos por volta de 21:00.

 Novo Terminal do Aeroporto Internacional de Brasília.

 Praça de alimentação - Novo Terminal do Aeroporto Internacional de Brasília.

 Área de embarque do novo terminal.

Vôo Curitiba - São Paulo

Aeroporto de Guarulhos e Check-in na Qatar Airways
Lanchamos no Pizza Hut e após caminharmos por alguns minutos pelos terminais, fomos até o guichê de embarque da Qatar Airways e já encontramos uma fila relativamente grande às 23:00. Antes de acessar os guichês de check-in da companhia aérea, todos os passageiros passam por uma triagem de segurança, em que dois funcionários conferem os passaportes e questionam os motivos da viagem, o conteúdo das malas, etc. Para nós as perguntas foram em português, mas como grande parte dos passageiros eram estrangeiros, eles utilizavam o inglês normalmente.

Área de embarque internacional
Fizemos o check-in rapidamente e já nos dirigimos para a área de embarque no Terminal 2. Passamos um tempo no Duty Free para termos uma noção dos preços. De forma geral os preços de perfumes e produtos de beleza são ótimos, inclusive em comparação com os preços cobrados no exterior e em outros free shops. Ao sairmos da loja, pergunte a um funcionário sobre o novo Terminal 3 de Guarulhos, onde fica a Fnac e outras lojas, mas ele me informou que as lojas já haviam fechado naquele horário. Fomos até o Terminal 1 para tentar conhecer a sala vip do cartão Mastercard Black, mas para nossa decepção, a loja já estava fechada à 00:10. Retornamos para o nosso terminal e aguardamos o início do embarque. Nosso voo deixou São Paulo por volta de 2:45, sem muito atraso, rumo a Doha no Qatar.
 
VÔO NA QATAR AIRWAYS: TRAJETO GUARULHOS – DOHA

Visão geral da Qatar Airways
Realmente pudemos constatar, como já havíamos lido em diversos relatos, que a companhia Qatar Airways é excelente. O atendimento das aeromoças é muito cordial, o espaço para as pernas entre os bancos é um pouco maior do que a maior parte das outras companhias aéreas e o serviço de bordo não deixa a desejar. Além dos tradicionais travesseiros e cobertores, ganhamos da companhia uma bolsinha com um kit de viajante super-útil, contendo tampa olhos e ouvidos e escova e pasta de dentes. 
Kit de viagem - cortesia da Qatar Airways


Entretenimento à bordo
O sistema de entretenimento à bordo é incrível, com uma lista de centenas de filmes (inclusive lançamentos do tipo Homem-Aranha 2, divergente, o lutador, RoboCop, 12 anos de escravidão, etc.), seriados (The Big Bang Theory, etc), desenhos, jogos, etc. Um ponto negativo é que poucos filmes eram legendados em português (a maioria com legendas em chinês e árabe!). Falando nisso, uma coisa que achei bem curiosa é que, como a Qatar Airways oferece voos e conexões para o oriente médio e dezenas de países da Ásia, grande parte dos passageiros vem dessas regiões, de forma que o sistema de entretenimento oferece muitos filmes árabes, indianos, chineses, etc. São filmes bem diferentes do estilo a que estamos acostumados, mas são interessantes! Assisti ao filme “From Vegas to Macau”, uma comédia policial meio nonsense, mas me diverti bastante! Aparece até um personagem brasileiro, com forte sotaque carioca, fazendo o papel de chefão da máfia no Brasil!! 

Refeições durante o voo
Outra coisa que nos chamou a atenção foi o horário em que foram servidas as refeições à bordo. Logo de cara, por volta das 4:00, fomos surpreendidos com uma refeição. Obviamente achamos que se tratava de um café da manhã ou lanche simples. Mas se tratava de uma feijoada (!!!), nada muito atrativo para se comer na madrugada! Por volta das 10:00 foi servido um lanche, com sanduíche, frutas e sorvete Häagen-Dazs, e somente às 16:00 tivemos uma outra refeição maior. Sentimos um pouco de fome durante essas duas refeições, já que o horário do nosso almoço que foi pulado! Durante o voo é possível ir até o fundo da aeronave para pegar frutas e sorvete. Nossa conclusão: não falta comida no voo, mas o horário em que as refeições são servidas definitivamente não bate com o das nossas refeições regulares, o que pode ser um incômodo para a maioria dos passageiros que tem o hábito de ser alimentar nos horários. Na dúvida recomendamos que se leve um pacote de biscoitos, fruta, barrinha de cereal, etc, para lanchar entre as refeições maiores.

 Refeição à bordo na Qatar Airways

 Sobremesa servida na Qatar Airways!

Fuso horário e duração do voo
Um outro aspecto interessante do voo entre São Paulo e Doha é que avançamos no tempo em 6 horas em razão do fuso horário, de forma que saímos de SP de madrugada, viajamos durante um tempo com o sol, mas rapidamente ele se põe, já que estamos voando “para o futuro”! Essa confusão de fuso horário acabou nos afetando durante alguns dias, mas logo nos acostumamos. De forma geral o voo é bastante cansativo, especialmente pelo tempo de voo (14 horas). Uma dica é escolher pelo menos um lugar no corredor, pois como o voo é de longa duração, precisamos levantar com mais frequência para “esticar as pernas” ou ir ao banheiro. Infelizmente nossas poltronas eram na janela e no meio e ficávamos muito constrangidos de ficar pedindo ao passageiro do corredor para levantar para sairmos, mas tivemos que fazer isso pelo menos 2 vezes.

 Mapa do computador de bordo mostrando o trajeto Guarulhos - Doha

AEROPORTO DE DOHA - QATAR

Desembarque em Doha
Chegamos ao novíssimo aeroporto internacional de Doha (Hamad International Airport) por volta de 23:00 (17:00 no Brasil). O novo aeroporto de Doha foi inaugurado em abril de 2014 já pensando na Copa do Mundo de 2022 que será realizada na cidade e todos os voos da Qatar Airways foram redirecionados para o local desde maio de 2014. O aeroporto foi construído na sua maior parte em um aterro no mar. O lugar é gigantesco e muito bonito! Logo que desembarcamos já tivemos que andar bastante e rolar sobre esteiras até chegarmos ao raio-X que antecedia a área de embarque onde aguardaríamos por 8:30 nosso próximo voo para Atenas. O lugar é impressionante! Para nós que estamos acostumados com as áreas de embarque do Brasil, o choque inicial é inevitável! O lugar se assemelha mais a um gigantesco shopping center, com praça de alimentação, dezenas de lojas e enormes corredores que levam aos portões de embarque. Também achamos interessante um parquinho próximo à praça de alimentação, que é uma salvação para as famílias viajando com crianças! Uma curiosidade é que no centro do terminal há uma obra de arte(?): um ursinho de brinquedo gigante, que chama mais a atenção por ser meio sinistro do que pela beleza!

 Área de embarque do aeroporto internacional Hamad em Doha

  Área de embarque do aeroporto internacional Hamad em Doha (urso sinistro ao fundo!)

Área infantil no aeroporto.

Um dos prêmios "humildes" sorteados entre compradores do free shop de Doha

Praça de alimentação
Depois de passearmos por algumas lojas, fomos jantar na praça de alimentação. Há opções para todos os gostos, como salgadinhos, bolos, refeições, lanches, etc. As lojas aceitam dólar e euro, além da moeda local (Rial do Qatar - QAR), mas pagamos tudo com cartão de crédito sem maiores dificuldades. Fiquei feliz em me deparar com um Burger King! Paguei QAR 29,00 (U$ 8,05) em um Whopper duplo com refrigerante e batata aumentados. Já a Ana preferiu algo mais leve e comeu um muffin com um chocolate quente (QAR 34,00 - U$ 9,43). 

 Burguer King na praça de alimentação do Aeroporto Internacional Hamad

 Alguém reconhece o slogan?

 Jantar no aeroporto de Doha 

Diferenças culturais
Algo que nos chamou bastante a atenção desde que chegamos a Doha foram as diferenças culturais, marcadas não apenas nos rostos com traços árabes, indianos e orientais, mas também nos trajes típicos da região. Logo na chegada já passamos ao lado de alguns muçulmanos ajoelhados no meio do aeroporto, fazendo suas orações voltados para Meca, a cidade sagrada deles. Falando em orações, o aeroporto conta com duas salas de oração (Prayer rooms) na área de embarque, uma para mulheres e outra para os homens. Quando fui ao banheiro enquanto aguardava o voo, notei uma grande movimentação no local, então percebi que bem ao lado ficava a sala de oração dos homens. Cheguei até a porta discretamente e olhei o que havia ali. Na verdade é uma antessala parecida com um vestiário, local em que os muçulmanos costumam se lavar antes das orações, numa espécie de ritual de purificação (abdesto ou ablução).
Por todos os lados víamos homens vestindo longas togas brancas (thawb, thoub ou thobe) e lenços amarrados na cabeça com um cordão (keffiyeh ou kufiya), roupas típicas da península arábica. Os trajes femininos são dos mais variados tipos. Víamos desde mulheres com calça jeans, camisas e lenços na cabeça, até mulheres totalmente cobertas com uma toga preta e um véu translúcido sobre a cabeça e o rosto. Também vimos muitos homens e mulheres com trajes típicos indianos (parece que existem cerca de 500 mil indianos vivendo no país). Como o Qatar é um país que recebe cidadãos de diversos países do mundo, víamos todo tipo de trajes, inclusive ocidentais. Uma dica para os viajantes ocidentais que vão passar pela cidade ou apenas pelo aeroporto: tentem ser discretos nas roupas para não chamar a atenção e também como forma de respeito à cultura do país. Um link interessante que ajuda a entender um pouco as roupas islâmicas.

 Um dos trajes típicos dos Árabes.

 Apresentador de jornal na TV com traje típico.

 Até nos desenhos animados os trajes são típicos da região

Dormindo no aeroporto
O aeroporto de Doha é o principal hub internacional da Qatar Airways. Na prática, a quase totalidade dos voos que passam pelo aeroporto são dessa companhia aérea, com conexões para diversas partes do mundo. E uma das consequências disso é que o aeroporto está em pleno funcionamento 24 horas por dia e muitas pessoas acabam tendo que dormir no local esperando pelo horário de seus voos. Vimos pessoas dormindo das mais diversas formas possíveis, em cadeiras com braço, encostadas nas paredes e até em colchonetes no chão! Para os clientes vip da Qatar Airways existem salas privadas com várias cadeiras que são praticamente camas (quiet rooms). Para os que tiverem dispostos a pagar por conforto (140 QAR ou U$ 40, o aeroporto também oferece a Oryx Lounge, sala vip com todos os benefícios típicos. Por fim, para quem quer um pouco de conforto de graça, existem áreas nos terminais que oferecem lazer para as crianças, sofás com televisões e cadeiras no estilo “cadeira de praia” em que é possível se esticar e dormir com um certo conforto. A área é bem concorrida, mas tivemos sorte e conseguimos dois lugares para descansarmos por alguns minutos!
Uma curiosidade: em um determinado momento, enquanto estávamos sentados aguardando nosso voo, olhamos para as janelas de vidro do terminal e vimos que estava começando a clarear. Levei um susto, já que para mim estávamos em plena madrugada! E realmente estava amanhecendo, às 4:50 da manhã!! Pesquisei no Google e vi que nessa época do ano (Julho) o dia começa de madrugada e anoitece por volta de 18:30.

 Cadeiras na área de embarque do aeroporto internacional Hamad em Doha

 Área de lazer com parque infantil, sofás com TV e cadeiras para dormir

 Cadeiras para dormir na área de embarque do aeroporto de Doha

 Sol nascendo às 4:50 da madrugada

Internet wifi grátis e tomadas
Para passar o tempo, passeamos pelo terminal, descansamos e, é claro, ficamos no celular, já que o aeroporto oferece uma boa conexão wifi gratuitamente! Por todo o aeroporto existem computadores disponíveis para acesso à internet, tudo de graça! Uma dica fundamental: as tomadas do Qatar são completamente diferente das nossas no Brasil (três plugues achatados ou redondos), então é importante levar na bagagem de mão um adaptador de tomada para carregar o smartphone! É bom ficar atento também à voltagem (240v). Caso você tenha esquecido esse detalhe, vi que as lojas do aeroporto vendem o adaptador, só não sei o preço.
Finalmente, por volta das 6:30, entramos na fila para a área específica de embarque do nosso voo e por volta de 7:30 partimos para Atenas.

Tomada padrão de Doha - Qatar

 Computador disponível gratuitamente para acesso à internet

 Vôo Doha - Atenas

  Vôo Doha - Atenas

Pra finalizar, um vídeo que resume o primeiro dia de viagem:

 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Estamos de volta! Viagem à Grécia.


Após alguns anos de pausa, voltamos a atualizar o site. Desde os últimos posts a família cresceu e já não somos 3, mas 5! Só que dessa vez a viagem não incluiu os “bebês viajantes”, pois decidimos viajar para comemorar os nossos 10 anos de casados. Tudo começou quando há 1 ano antes da viagem sondamos uma possível viagem para comemorar essa data. A ideia de viajar para a Grécia surgiu mais como um sonho distante do que como um projeto, mas com o passar do tempo vimos que a viagem seria possível e 8 meses antes tomamos a decisão de reservar o hotel de Santorini pela fé!

A partir daí tomamos coragem e começamos a organizar a viagem pra valer! Nossa preferência sempre é de organizar a viagem por conta própria, o que é muito trabalhoso, mas bem mais gratificante! Foram meses estudando os destinos em livros, guias e na internet, até fecharmos o roteiro e iniciarmos a fase de reservar hotéis, voos, barcos, carros, passeios... ufa! Durante esse processo, percebemos que, apesar de a Grécia ser um dos destinos mais famosos do mundo, não existe muito material em português detalhando os destinos. Então decidimos escrever um pouco (ou muito!) no blog sobre como foi a nossa viagem, tentando detalhar ao máximo tudo o que for importante para que outros viajantes possam aproveitar nossa experiência para montar suas próprias aventuras!

Pra começar, algumas estatísticas da viagem:
  • 8 Meses de Planejamento
  • 23 dias de viagem
  • 9 vôos
  • 3 viagens de barco
  • 2 passeios de barco
  • 6 viagens de metrô
  • 4 carros e 1 quadriciclo alugados
  • 9 hotéis diferentes
  • 7 aeroportos
  • 24 Cidades visitadas
  • 32 Praias visitadas
  • 1 Passeio de Cavalo
  • 1 Ópera
  • 3 Países
  • 3 Continentes
O nosso roteiro de viagem de 23 dias na Grécia foi o seguinte:

06/07/14 - BRASÍLIA – CURITIBA – SÃO PAULO
07/07/14 - SÃO PAULO - DOHA
08/07/14 - DOHA – ATENAS – CORINTO ANTIGA – EPIDAUROS - NAFPLIO
09/07/14 - NAFPLIO – MICENAS - DELFOS
10/07/14 - DELFOS - METEORA
11/07/14 - METEORA – TERMÓPILAS - ATENAS
12/07/14 - ATENAS
13/07/14 - ATENAS - SANTORINI
14/07/14 - SANTORINI
15/07/14 - SANTORINI
16/07/14 – SANTORINI - MILOS
17/07/14 - MILOS
18/07/14 - MILOS
19/07/14 - MILOS
20/07/14 – MILOS - PAROS
21/07/14 - PAROS
22/07/14 - PAROS
23/07/14 – PAROS - MYKONOS
24/07/14 - MYKONOS
25/07/14 - MYKONOS
26/07/14 – MYKONOS - ATENAS
27/07/14 - ATENAS
28/07/14 – ATENAS - DOHA
29/07/14 – DOHA – SÃO PAULO
29/07/14 – SÃO PAULO - BRASÍLIA